sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do Professor

Processos para elaboração de um Projeto político pedagógico

Para que as finalidades do projeto político-pedagógico sejam alcançadas, alguns processos precisam ser desenvolvidos. Em vários momentos, esses processos se entrecruzam e são dependentes uns dos outros, como se verá a seguir. Antes, é necessário que fique claro que não há uma única forma de se construir um projeto, devido às singularidades de cada unidade escolar.

O processo de participação
A importância da participação vem sendo ressaltada por todos que defendem uma gestão democrática. No entanto, embora nenhum segmento tenha uma importância menor que a do outro nesse trabalho coletivo, é importante definir, com clareza, as responsabilidades que cada um deve assumir, considerando a existência de funções e níveis hierárquicos diferenciados dentro da escola. Ou seja, todos devem ter o seu espaço de participação, mas não se deve confundir o espaço das atribuições, ultrapassando os limites de competência de cada um:
  • Direção, professores e profissionais de suporte pedagógico são os responsáveis diretos pela mobilização da escola e da comunidade para a construção da proposta. Além disso, cabe-lhes a tomada de decisões sobre conteúdos, métodos de ensino e carga horária das disciplinas do currículo.
  • Os alunos são fontes de informação das suas necessidades de aprendizagem, que se vão constituir no núcleo das preocupações da escola. São eles, de fato, o alvo de todo esse esforço.
  • O trabalho dos funcionários, por se realizar em uma escola, tem uma dimensão pedagógica que é muito pouco reconhecida, até por eles próprios. As relações que eles estabelecem com os alunos e com os pais poderiam ser exploradas na direção da formação da cidadania.
Os pais e a comunidade devem participar efetivamente das decisões sobre o orçamento e a utilização dos recursos financeiros que a escola recebe. Além disso, os pais [1] devem participar das discussões sobre as características do cidadão que se quer formar, sobre o uso do espaço e do tempo escolar e sobre as formas de organização do ensino que a escola deve adotar.




[1] Essa participação pode propiciar aos pais uma melhor compreensão do trabalho escolar e fornecer subsídios para que eles acompanhem e estimulem seus filhos na consecução das tarefas escolares. Por outro lado, essa participação traz, para o interior da escola, de forma mais explícita, as questões partidárias e grupais que existem na comunidade. Aqui a negociação é fundamental. O desafio é aprender a viver em democracia. O Conselho Escolar é o canal institucional da participação dos pais. Entretanto, é preciso construir parcerias com o maior número possível de pais e de lideranças da comunidade, ultrapassando, assim, o formalmente estabelecido. Ainda que as famílias usuárias da escola pública tenham pouca formação escolar, é preciso acreditar que elas podem influir significativamente nas escolas.

O processo de mobilização
Para que o projeto político-pedagógico seja, de fato, um instrumento de melhoria de qualidade da escola, ele precisa ser construído coletivamente, com responsabilidade e compromisso, a partir de um processo contínuo de mobilização que envolve elaboração, execução, acompanhamento, avaliação e reelaboração.
Uma das mais importantes tarefas da equipe gestora é encontrar pontos de partida para atingir um nível esperado de mobilização, pois, durante o processo, muitas lideranças vão emergir, provocando novas adesões. O papel do Conselho Escolar nesse trabalho de mobilização [1] é fundamental, já que ele congrega os representantes dos diversos segmentos da escola. No entanto, é sempre desejável que a participação da comunidade seja ampliada com a presença de outras pessoas, além daquelas que já fazem parte do Conselho.
Essa mobilização é indispensável, sob pena de não se conseguir construir a proposta de uma forma democrática, legitimada por aqueles que fazem da escola um espaço vivo e atuante.



[1] Considerando que o concreto da escola é dinâmico, complexo e multi-determinado, esses processos se entrecruzam o tempo todo, de forma que certas atividades realizadas com uma determinada finalidade podem produzir resultados estimuladores de outras atividades. Por exemplo, se a escola se reúne, juntamente com a comunidade, para identificar seus problemas e levantar possíveis soluções, isso pode transformar-se tanto no diagnóstico da situação escolar quanto em um processo de mobilização e comprometimento de todos na elaboração da proposta. Assim, o próprio processo de diagnóstico pode ser um processo de mobilização, o que mostra que as atividades não são estanques, mas estão interligadas e são interdependentes.

O processo de negociação
É preciso compreender que, nas sociedades humanas, nenhum processo se faz de forma linear e harmônica e, portanto, a negociação se torna um elemento central na realização de qualquer trabalho que envolva a coletividade. A participação democrática, condição essencial de formação do cidadão, supõe a presença de conflitos. O próprio exercício da participação abre espaço para a emergência desses conflitos. É impossível evitar tais situações, porque elas existem de fato e revelam a variedade de concepções que norteiam as ações pessoais. É necessário, pois, reconhecer a existência de tensões ou conflitos entre as necessidades individuais e os objetivos da instituição e compreender a sua natureza, de modo a capitalizar as divergências em favor de um objetivo maior.
É aqui que entra o papel da negociação. Saber negociar significa dar lugar ao debate, à expressão das várias necessidades e das diferenças, produzindo um ambiente do qual resulte a assunção coletiva dos conflitos e dos problemas, a cooperação voluntária no trabalho em equipe, a repartição mais igualitária do poder e dos recursos.
Assim, a autonomia da escola não é, isoladamente, a autonomia dos gestores ou a dos professores ou a dos alunos ou a dos pais. Ela é resultante da confluência de várias formas de pensamento e de interesses diversos que é preciso saber gerir, integrar e negociar. O projeto político-pedagógico, portanto, vai significar uma síntese desses diversos interesses e tem como propósito dar um sentido coletivo às autonomias individuais.

Qual a finalidade do Projeto Político pedagógico?

O projeto político-pedagógico orienta a prática de produzir uma realidade. Para isso, é preciso primeiro conhecer essa realidade. Em seguida reflete-se sobre ela, para só depois planejar as ações para a construção da realidade desejada. É imprescindível que, nessas ações, estejam contempladas as metodologias mais adequadas para atender às necessidades sociais e individuais dos educandos.
Em síntese, suas finalidades são:
  •  Estabelecer diretrizes básicas de organização e funcionamento da escola, integradas às normas comuns do sistema nacional e do sistema ou rede ao qual ela pertence.
  • Reconhecer e expressar a identidade da escola de acordo com sua realidade, características próprias e necessidades locais.
  • Definir coletivamente objetivos e metas comuns à escola como um todo.
  • Possibilitar ao coletivo escolar a tomada de consciência dos principais problemas da escola e das possibilidades de solução, definindo as responsabilidades coletivas e pessoais.
  • Estimular o sentido de responsabilidade e de comprometimento da escola na direção do seu próprio crescimento.
  • Definir o conteúdo do trabalho escolar, tendo em vista as Diretrizes Curriculares Nacionais para ensino, os Parâmetros Curriculares Nacionais, os princípios orientadores da Secretaria de Educação, a realidade da escola e as características do cidadão que se quer formar.
  • Dar unidade ao processo de ensino, integrando as ações desenvolvidas seja na sala de aula ou na escola como um todo, seja em suas relações com a comunidade.
  • Estabelecer princípios orientadores do trabalho do coletivo da escola.
  • Criar parâmetros de acompanhamento e de avaliação do trabalho escolar.
  • Definir, de forma racional, os recursos necessários ao desenvolvimento da proposta.
A partir dessas finalidades, é preciso destacar que o projeto político-pedagógico extrapola a dimensão pedagógica, englobando também a gestão financeira e administrativa, ou seja, os recursos necessários à sua implementação e as formas de gerenciamento.
 Em suma: construir o projeto político-pedagógico significa enfrentar o desafio da transformação global da escola, tanto na dimensão pedagógica, administrativa, como na sua dimensão política.

Qual o significado e a importância do Projeto Político-Pedagógico da Escola





“Os analfabetos do século XXI não serão os que não sabem ler e escrever, mas os que não sabem aprender, desaprender e reapreender”                Alvin Toffler, autor de Future Shock

Um projeto político-pedagógico voltado para construir e assegurar a gestão democrática se caracteriza por sua elaboração coletiva e não se constitui em um agrupamento de projetos individuais, ou em um plano apenas construído dentro de normas técnicas para ser apresentado às autoridades superiores.
Segundo Libâneo (2004), projeto político-pedagógico é o documento que detalha objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar.
Na verdade, o projeto político-pedagógico é a expressão da cultura da escola com sua (re) criação e desenvolvimento, pois expressa a cultura da escola, impregnada de crenças, valores, significados, modos de pensar e agir das pessoas que participaram da sua elaboração.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Projeto: Semana da Criança


Por: Educadora Cris, do blog “Dicas Pedagógicas”, onde encontram-se vários arquivos com brinquedos, dinâmicas, jogos e brincadeiras para a semana da criança.

Objetivo:
Promover, durante a Semana da Criança, atividades extra-classe, variadas e interessantes, visando oportunidades de lazer e socialmente educativas.
Atividades sugeridas:
• Competições esportivas;
• Demonstração de ginástica;
• Pintura de mural pelos alunos, nos próprios muros da escola;
• Gincaninhas/tarefas: – resolver palavras cruzadas, – decifrar cartas enigmáticas, – contribuir com roupas velhas, doces e brinquedos, para doações; – contribuir com livros usados para a biblioteca. (a depender da faixa etária da turma, optar por tarefinhas mais fáceis)
Ou poderá ser dessa outra forma:
Cada sala deverá ficar incumbida de um setor, pesquisando e escolhendo tipos de atividades a serem efetuadas durante o projeto. Serão escolhidos os monitores para cada sala, que irão comandar as atividades de cada setor. Esta atividade deverá envolver os pais e as pessoas da comunidade, promovendo assim a integração entre eles.

Mais sugestões de atividades:
• Recreação: corrida do ovo, queimada, boca de forno, chicotinho queimado, morto-vivo,passa anel e outros.
• Jogos de mesa: da memória, baralho, dominó, bingo e outros.
• Gincanas: atividade planejada de acordo com a faixa etária, entre o professor e os alunos, se for o caso.
• Corridas: de sacos, de obstáculos, de revezamento, etc.
• Oficinas de teatro: Fazer maquiagens, colocar roupas, perucas e acessórios para as crianças fazerem dramatizações.
• Oficinas de artes: colocar materiais diversos para os alunos desenvolverem trabalhos de pinturas, desenhos, colagens e trabalhos de sucatas.
• Oficina de música: cantigas de roda, bandinhas, brinquedos cantado do nosso folclore.
• Concurso de danças : com danças de músicas que são sucesso no momento.
Resgatando os brinquedos populares: durante a semana da Criança,poderá ser organizado o “Dia do Brinquedo Popular”, com atividades que envolvam a criatividade,psicomotricidade e a socialização integral.Os alunos poderão pesquisar com os familiares outros tipos de brinquedos populares com que seus pais e avós se divertiram.

Sugestões de brincadeiras:
• Pular corda
• Bola de gude
• Corrida de sapo (CRIANÇAS AGACHADAS)
• Perna de lata
• Pipa
• Corre cutia
• Amarelinha
• Estátua
• Bilboquê
• Outros

Atividades diversas:
Integração com a comunidade:
• Visitas às indústrias ou casas comerciais;
• Visitas a clubes;
• Visitas à creche e asilos

Apresentação de uma atividade cultural:
• Cinema;
• Teatro;
• Show de mágicas, de talentos;
• Números de danças folclóricas.

Campeonatos esportivos:
• Corridas;
• Natação;
• Corrida de bicicleta;
• Passeio ciclístico;
• Cabo de guerra, outros.

Culminância do Projeto:
Lanche preparado pela escola para todas as crianças. Distribuição de brindes e entrega de prêmio e medalhas.
Fonte: http://www.educadoracristinasouza.blogspot.com/

Crianças podem se maquiar


O uso de maquiagem por crianças costuma ser criticado como um movimento de sexualização precoce, mas muitos adultos se esquecem da função lúdica da pintura. Recente sucesso da internet, a garotinha Madison Hohrine, de cinco anos, mostrou em seu canal do Youtube que nem sempre é preciso entrar em pânico quando as crianças pegam nos pincéis.
Diante da câmera, Madison faz tutoriais de beleza com desenvoltura e copia as técnicas das profissionais – por exemplo, coloca a mãozinha contra o produto apresentado para dar visualização. Na descrição dos vídeos, a mãe avisa que não deixa a menina usar suas maquiagens. Madison apenas finge que está passando base, pela simples brincadeira. Outros produtos já são permitidos à garota, como lápis e gloss.
Para Edimara de Lima, diretora pedagógica da Prima Escola Montessori, brincar com maquiagem pode ter tantos benefícios como qualquer outra atividade criativa, seja para desenvolver um personagem ou apenas para testar cores e texturas. O importante é preservar a característica de brincadeira.
Não é comum vermos meninas brincando de casinha? Isto não quer dizer que elas estejam ultrapassando os limites da idade, mas apenas encarnando um personagem. O mesmo vale para a maquiagem. “Se ela está entrando na fantasia, usando a imaginação, é proveitoso. O que não pode é a criança usar maquiagem para ir à escola ou acompanhar a mãe ao supermercado”, diz a diretora.
“Uma coisa é brincar em casa, se maquiar de brincadeira. Outra é a criança sair na rua como se fosse um miniadulto”, concorda a psicóloga e psicopedagoga Alba Weiss, do Rio de Janeiro. Portanto, ter cuidado em deixar a criança usar a maquiagem apenas de maneira lúdica é importante, mesmo quando a brincadeira, de vez em quando, é imitar gente grande.
A filha que quer usar maquiagem igual à mãe, por exemplo, deseja sentir como é ser uma pessoa que ela admira. “É natural a criança querer experimentar o que os pais fazem, como usar o salto alto da mãe ou o computador do pai”, afirma Beatriz Sant’Anna, neuropsicóloga do Centro Paulista de Neuropsicologia. “Este movimento não precisa ser impedido”.

Como incentivar uma dieta saudável para crianças

No próximo dia 12 de outubro é comemorado o Dia das Crianças. Nessa data os pequenos têm o privilégio de curtir com brincadeiras e passeios voltados para a sua idade, mas sem descuidar da alimentação.Refeições leves  e saudáveis garantem a diversão, mas existe uma grande dificuldade das mães em unir praticidade com qualidade e fazer com que os filhos aceitem o que é servido.
De acordo com a Gerente de Nutrição do HCor – Hospital do Coração em São Paulo, Rosana Perim, é fundamental uma alimentação variada e balanceada, que garanta o fornecimento de energia e todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças. O consumo de alimentos variados pode permitir que a alimentação seja mais divertida e gostosa. Comer com moderação e sem proibições é perfeitamente possível, desde que haja orientação dos especialistas.
Para compor uma alimentação equilibrada é preciso seguir os princípios básicos da pirâmide alimentar escolar. Os alimentos estão distribuídos na pirâmide em seis níveis, de acordo com o nutriente que mais se destaca na sua composição.

“No topo da pirâmide estão as gorduras, óleos, molhos para saladas, azeite, margarina e doces em geral. Estes alimentos fornecem calorias e poucos nutrientes e devem ser consumidos com moderação e presentes na preparação dos alimentos. Abaixo desses, estão os grupos de alimentos ricos em proteínas, cálcio, zinco e ferro. São principalmente os de origem animal como leite, queijos, iogurtes, carnes, aves, peixes, ovos e leguminosas (feijão, ervilha, soja, lentilha e grão de bico). No nível seguinte da pirâmide encontram-se os alimentos de origem vegetal como verduras, legumes e frutas, que são importantes fontes de vitaminas, minerais e fibras e, na base da pirâmide, estão os alimentos que devem ser consumidos em maior quantidade, pois fornecem energia ao nosso corpo. As principais fontes são os pães, cereais e massas”, esclarece a Gerente de Nutrição do HCor.
Como inovar o cardápio dos pequenos e compor as refeições de forma variada e saudável:
• Alimentos de todos os grupos: procurar oferecer na alimentação aqueles que forneçam proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e sais minerais;
• Proporção adequada de alimentos: os alimentos que compõem a alimentação da criança devem atender às necessidades nutricionais diárias;
 
• Variar sempre que possível os alimentos: variar o consumo de alimentos é uma estratégia importante para obter todos os nutrientes necessários e para tornar as refeições mais divertidas e gostosas. O importante é evitar a monotonia.
Entre as ações que os pais podem fazer para incentivar a ingestão de alimentos saudáveis é tentar deixar as preparações apetitosas para o consumo, incluindo desde frutas frescas como morango, banana, maçã, pêra, salada de frutas, até gelatina, bolo preparado com flocos de aveia, bolo de cenoura, biscoitos caseiros integrais, sucos e água de coco.
“Usar a criatividade decorando os pratos é uma alternativa para chamar atenção das crianças menores. Fazer uma flor com parte do tomate ou montar um boneco com ovo cozido, por exemplo, pode auxiliar a prender a atenção da criança para a alimentação correta. Para os maiores, o ideal é introduzir verduras e legumes na massa e no recheio de tortas, preparar pastéis assados e recheados com verduras e queijo, fazer sobremesas à base de iogurte desnatado ao invés de creme de leite e chantilly, colocar torradinhas de pão integral nas saladas e queijo magro ao invés de parmesão são algumas sugestões. A criança que se alimenta de todos os nutrientes na quantidade adequada brinca mais, tem maior facilidade no aprendizado escolar, cresce e se desenvolve melhor”, sugere Rosana Perim.